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Soja STS no manejo de herbicidas: o que muda?

Soja STS no manejo de herbicidas: o que muda? Soja STS no manejo de herbicidas: o que muda?

Índice:

Soja STS amplia opções de manejo — mas também muda o risco de erro com herbicidas

A escolha da cultivar de soja não interfere apenas em produtividade, ciclo ou sanidade.

Ela também pode mudar completamente a forma como determinados herbicidas se comportam dentro do programa de manejo.

A soja STS no manejo de herbicidas possui tolerância a determinadas sulfonilureias, grupo pertencente aos herbicidas inibidores da enzima ALS.

Na prática, isso pode ampliar as ferramentas disponíveis para o agrônomo.

Mas também cria novos cuidados.

A mesma característica que permite maior seletividade da cultura pode complicar o controle da soja voluntária na safra seguinte e aumentar a pressão de seleção caso o sistema passe a depender excessivamente de herbicidas ALS.

🌱 STS não significa simplesmente “soja que aguenta mais herbicida”

A tecnologia altera a seletividade da cultura a determinadas sulfonilureias.

Ela não torna qualquer mistura segura, não controla automaticamente plantas daninhas resistentes e não substitui um programa diversificado de manejo.

🧬
Leitura rápida

O que muda quando a cultivar possui STS?

Manejo de herbicidas

A tolerância amplia possibilidades envolvendo sulfonilureias, mas exige planejamento do sistema inteiro.

O agrônomo precisa considerar seletividade, resistência de plantas daninhas, pré-emergentes, misturas, soja voluntária e a cultura que virá depois.

423
Cultivares avaliadas Monitoramento da Embrapa entre 2021 e 2026.
62
Com alterações STS Materiais apresentaram alterações em Als1 e/ou Als2.
15%
Do total analisado A característica apareceu em parcela relevante das cultivares avaliadas.

Embrapa avaliou 423 cultivares e encontrou características STS em 62

Entre 2021 e 2026, pesquisadores da Embrapa Soja analisaram 423 cultivares disponíveis no mercado brasileiro.

O objetivo foi identificar alterações nos genes Als1 e Als2, associados à tolerância às sulfonilureias.

O levantamento encontrou pelo menos uma das alterações em 62 cultivares.

🧬 423 materiais

Quantidade de cultivares analisadas no monitoramento realizado entre 2021 e 2026.

🌱 62 cultivares

Apresentaram alteração genética associada à característica STS.

📊 Cerca de 15%

Participação aproximada dos materiais com a característica dentro da amostra avaliada.

🔬 O monitoramento deve continuar

A Embrapa informou que pretende repetir as análises conforme novas cultivares entram no mercado.

Isso torna a identificação da característica cada vez mais relevante para o planejamento agronômico.

Antes de falar de herbicida: o que significa soja STS?

STS vem de Sulfonylurea Tolerant Soybean.

Em tradução prática: soja tolerante a determinadas sulfonilureias.

As sulfonilureias fazem parte do grupo dos herbicidas que atuam sobre a enzima ALS — acetolactato sintase.

⚙️ O alvo é uma enzima importante para o crescimento vegetal

A ALS participa da produção de aminoácidos essenciais.

Quando um herbicida inibidor da ALS atua sobre uma planta sensível, esse processo é comprometido e o crescimento é interrompido.

Na soja STS, alterações específicas reduzem a sensibilidade da planta a determinadas sulfonilureias.

STS não é sinônimo de soja transgênica

Essa distinção é importante.

A característica STS foi originalmente obtida por mutagênese, e não pela introdução de um gene externo por transformação genética.

🧬 STS

Descreve especificamente tolerância a determinadas sulfonilureias.

🌱 Outras tecnologias

Uma mesma cultivar pode reunir STS com outras características genéticas e agronômicas.

Por isso, identificar uma cultivar como STS não informa sozinho todas as tecnologias presentes naquele material.

Tolerância da soja e resistência da planta daninha não são a mesma coisa

Esses dois conceitos costumam ser confundidos.

Tolerância

🌱 Característica da cultura

A soja suporta determinado herbicida dentro das condições para as quais a tecnologia foi desenvolvida e registrada.

Resistência

🌿 Característica da população daninha

Indivíduos sobrevivem a um herbicida que normalmente controlaria aquela espécie e passam a aumentar dentro da população.

⚠️ Uma soja tolerante não torna a planta daninha suscetível

STS melhora a seletividade para a cultura.

Ela não garante que uma população de planta daninha resistente a ALS será controlada.

O que realmente muda na soja STS no manejo de herbicidas?

A principal mudança é ampliar a possibilidade de utilização de determinados programas envolvendo sulfonilureias sem provocar na cultura a mesma injúria observada em materiais sensíveis.

Isso pode adicionar uma ferramenta ao manejo de espécies de difícil controle.

➕ A palavra importante é “adicionar”

A tecnologia pode ampliar o número de ferramentas disponíveis.

Ela não deveria substituir a dependência de um único mecanismo por dependência de outro.

O pré-emergente é uma das partes mais interessantes dessa tecnologia

Experimentos conduzidos pela Embrapa compararam cultivares com e sem STS submetidas a chlorimuron-ethyl em pré-emergência.

Na cultivar sem a característica, o aumento das doses experimentais elevou a fitointoxicação.

Na maior dose avaliada naquele experimento, a perda de rendimento chegou a aproximadamente 20%.

A cultivar STS demonstrou tolerância muito superior.

🧪 O experimento demonstra seletividade — não uma recomendação de dose

Produto, dose, modalidade de aplicação, mistura e cultura devem sempre seguir registro, bula e recomendação técnica vigentes.

Então uma soja STS pode receber qualquer sulfonilureia?

Não.

Esse seria um dos erros mais perigosos de interpretação.

01

A cultivar possui tolerância?

É preciso confirmar a característica genética e a resposta esperada do material.

02

O produto é registrado?

A existência da tolerância não substitui as exigências de registro e bula.

03

A planta daninha é suscetível?

Se a população já possui resistência a ALS, seletividade da soja não resolve o problema de eficácia.

Seletividade e eficácia são duas perguntas diferentes

Conceito Pergunta prática O que significa?
Seletividade A soja suporta? SEGURANÇA PARA A CULTURA
Eficácia A daninha morre? CONTROLE DO ALVO
Registro O uso é autorizado? BULA E LEGISLAÇÃO

🎯 A STS atua principalmente sobre a primeira pergunta

Ela aumenta a seletividade da soja a determinadas sulfonilureias.

Não responde automaticamente às outras duas.

Por que isso interessa em áreas que já utilizam glifosato?

Porque a dependência repetitiva de uma única ferramenta aumenta a pressão de seleção sobre as populações de plantas daninhas.

A expansão de casos de resistência ao glifosato ajudou a tornar mais importante o uso de outros mecanismos de ação.

A soja STS pode contribuir para ampliar as possibilidades.

Mas existe uma armadilha.

⚠️ Trocar dependência de glifosato por dependência de ALS apenas muda o problema de endereço

Herbicidas inibidores da ALS também possuem histórico importante de seleção de resistência.

Resistência aos inibidores da ALS não é um problema novo

O mecanismo ALS está entre os grupos de herbicidas para os quais existem diversos relatos de resistência em plantas daninhas.

Um dos casos históricos no Brasil envolve o leiteiro — Euphorbia heterophylla.

🔁 Repetição

Usar continuamente o mesmo mecanismo aumenta a pressão de seleção.

🌿 Sobreviventes

Indivíduos resistentes conseguem sobreviver e produzir descendentes.

📈 População

Com o tempo, a frequência de plantas resistentes pode aumentar no talhão.

O Conecta Agro Brasil já mostrou esse princípio na análise sobre o capim-pé-de-galinha resistente a herbicidas e os riscos de repetir continuamente os mesmos mecanismos de ação.

STS pode ampliar o programa, mas não elimina a necessidade de diversificação

Um manejo consistente continua dependendo de diferentes ferramentas trabalhando juntas.

🧪 Pré-emergentes

Reduzem a pressão inicial e podem atingir fluxos de emergência antes do pós.

🔄 Rotação de mecanismos

Diminui a dependência contínua de uma única ferramenta química.

🌾 Cobertura do solo

Palhada pode interferir na emergência e reduzir a pressão de determinadas espécies.

🌱 Rotação de culturas

Muda épocas, produtos disponíveis e ambiente competitivo do sistema.

🔍 Controle precoce

Plantas pequenas geralmente oferecem mais opções e melhor condição de controle.

🚫 Eliminação de escapes

Impedir formação de sementes ajuda a reduzir a reposição do banco de sementes.

A soja STS também muda a forma de pensar as misturas

Outro trabalho apresentado no Congresso Brasileiro de Soja avaliou programas envolvendo soja STS, pré-emergentes e diferentes associações em pós-emergência.

Foram observados bons níveis de controle em alguns programas, mas também diferenças importantes de seletividade.

Determinadas combinações provocaram fitointoxicação significativa.

🧪 STS não é um escudo contra qualquer injúria química

A característica protege a soja em relação à tolerância específica às sulfonilureias associadas à tecnologia.

Outros herbicidas presentes no tanque continuam podendo provocar fitotoxicidade.

A escolha do pré-emergente continua dependendo da planta daninha

Imagine dois talhões.

Talhão A

🌿 População suscetível

A tecnologia STS pode permitir a inclusão de ferramentas úteis dentro de um programa corretamente montado.

Talhão B

⚠️ Resistência a ALS

Adicionar outro herbicida do mesmo mecanismo pode oferecer pouco controle e aumentar ainda mais a pressão de seleção.

🎯 A pergunta não pode ser apenas “minha soja aguenta?”

Também precisa ser:

“a planta daninha que preciso controlar ainda responde a esse mecanismo?”

A tecnologia também muda o manejo da soja voluntária

Depois da colheita, grãos perdidos podem germinar e originar plantas de soja na cultura seguinte.

É a chamada soja voluntária.

Quando essas plantas carregam a característica STS, herbicidas sulfonilureias aos quais possuem tolerância deixam de ser ferramentas confiáveis para eliminá-las.

🌱 A vantagem na soja pode virar limitação na cultura seguinte

É por isso que o manejo da tecnologia não termina quando a colhedora sai do talhão.

A característica genética precisa ser considerada no sistema de sucessão.

O problema pode aparecer apenas depois que a soja já saiu da área

Na escolha da cultivar, normalmente entram critérios como:

📈 Produtividade

Potencial produtivo e estabilidade regional.

📅 Ciclo

Grupo de maturação e encaixe na segunda safra.

🦠 Sanidade

Resposta às principais doenças da região.

🧬 Tecnologia

Tolerâncias e características incorporadas ao material.

Mas, em sistemas intensivos, é necessário acrescentar uma pergunta:

🔄 Como essa cultivar interfere na cultura que vem depois?

Uma decisão tomada para facilitar o manejo da soja pode alterar as opções disponíveis para controlar plantas voluntárias no milho, feijão ou outra cultura subsequente.

O sistema soja-feijão mostra bem esse risco

A Embrapa já chamou atenção para dificuldades no controle de soja voluntária em culturas subsequentes.

Quando o sistema seguinte possui poucas opções seletivas e a planta voluntária carrega tecnologias adicionais de tolerância, o número de alternativas pode diminuir ainda mais.

⚠️ A característica precisa entrar no planejamento da sucessão

Escolher uma cultivar apenas pensando na aplicação que será feita dentro da soja deixa metade do problema de fora.

Por que analisar geneticamente 423 cultivares?

Porque nem sempre a presença da característica é evidente apenas observando a cultivar ou a tecnologia comercial principal.

A Embrapa desenvolveu metodologia baseada em genotipagem para verificar alterações nos genes Als1 e Als2.

01

Identificação genética

O DNA é analisado em busca das alterações associadas à tolerância.

02

Materiais de referência

Cultivares conhecidas ajudam a validar os marcadores utilizados.

03

Triagem comercial

A técnica foi aplicada às centenas de cultivares avaliadas entre 2021 e 2026.

62 cultivares é muito ou pouco?

Em termos proporcionais, o resultado equivale a aproximadamente 15% dos materiais analisados.

Grupo Quantidade Participação aproximada
Com alteração associada à STS 62 ≈ 15%
Demais cultivares avaliadas 361 ≈ 85%
Total analisado 423 100%

📊 A maioria não apresentou as alterações identificadas no levantamento

Por isso, seria errado assumir que qualquer cultivar moderna possui automaticamente a característica STS.

Als1 e Als2 ajudam a explicar por que a resposta varia entre cultivares

A tolerância pode estar associada a alterações nos genes Als1 e Als2.

Pesquisas da Embrapa mostram que essas alterações podem atuar isoladamente e que a combinação genética interfere no nível de tolerância observado.

🧬 Não existe apenas “soja forte” ou “soja fraca”

Existe um mecanismo bioquímico específico por trás da resposta da planta às sulfonilureias.

Nem toda fitointoxicação desaparece porque a cultivar é STS

Em programas de pós-emergência, a mistura pode conter moléculas de outros grupos.

Estudos com soja STS mostraram que determinadas associações ainda podem provocar sintomas significativos de fitotoxicidade.

🧪 Sulfonilureia

A tecnologia pode aumentar a tolerância específica da cultivar.

➕ Outro herbicida

A presença de outra molécula continua exigindo avaliação própria de seletividade.

🌡️ Ambiente

Condição da planta, clima e momento da aplicação também influenciam a resposta.

Pré e pós-emergência precisam funcionar como um programa

Um manejo moderno de plantas daninhas não deveria esperar toda a infestação emergir para tentar resolver o problema apenas no pós.

01

Pré-emergência

Reduz os primeiros fluxos e diminui a pressão que chegará ao pós.

02

Pós-emergência

Trabalha sobre escapes e novos fluxos de plantas daninhas.

03

Cobertura e rotação

Reduzem a dependência de soluções exclusivamente químicas.

04

Eliminar escapes

Evita que plantas sobreviventes alimentem novamente o banco de sementes.

A maior vantagem da STS pode ser preservar opções

Um talhão dependente de uma única molécula ou de um único mecanismo é vulnerável.

Quanto maior o número de ferramentas efetivas disponíveis, maior é a capacidade de montar programas diversificados.

🧰 O valor não está apenas em perguntar “qual herbicida posso aplicar?”

A pergunta mais interessante é:

“como essa tecnologia aumenta a diversidade do programa sem transformar ALS no próximo mecanismo usado em excesso?”

Resistência não significa que o herbicida ficou mais fraco

Quando uma população resistente cresce dentro de um talhão, normalmente não foi o produto que mudou.

A população de plantas daninhas mudou.

Indivíduos capazes de sobreviver deixam descendentes.

Aplicações repetidas do mesmo mecanismo aumentam a pressão de seleção e podem elevar a frequência desses indivíduos na população.

🔁 O mecanismo continua igual. A população selecionada é que se torna diferente.

É por isso que diversificar mecanismos e práticas de manejo continua essencial mesmo em cultivares com novas tecnologias de tolerância.

Nem toda falha de controle é resistência

Antes de concluir que determinada espécie se tornou resistente, é preciso revisar toda a aplicação.

🌱 Tamanho do alvo

Plantas grandes normalmente são mais difíceis de controlar.

🧪 Produto e dose

Devem estar adequados à espécie, situação e registro.

💨 Pulverização

Ponta, volume, gotas e cobertura interferem diretamente na aplicação.

🌡️ Ambiente

Temperatura, umidade e condição da planta podem alterar o desempenho.

O Conecta Agro Brasil já mostrou como o tamanho de gota pode fazer uma aplicação parecer falhar quando o problema está na pulverização e não necessariamente no produto.

O que muda quando o agrônomo sabe que a cultivar é STS?

A informação começa a participar do planejamento antes mesmo do plantio.

🌿 Identificação das daninhas

Primeiro é necessário saber quais espécies realmente dominam o talhão.

🧬 Tecnologia da cultivar

Depois, confirmar quais tolerâncias estão presentes naquele material.

⚠️ Histórico de resistência

O mecanismo só faz sentido se continuar eficaz sobre a população alvo.

🔄 Cultura seguinte

Também é necessário prever como a tecnologia afetará o controle da soja voluntária.

O erro seria começar o programa pelo herbicida

A ordem técnica deveria ser praticamente o contrário.

01

Quais daninhas existem?

Identificação correta é o primeiro passo para qualquer decisão.

02

Existe resistência?

Histórico do talhão e da região muda completamente a escolha do mecanismo.

03

Quais mecanismos ainda funcionam?

O objetivo é preservar eficácia e diversificar pressão de seleção.

04

Qual cultivar será usada?

A tecnologia da semente entra depois no desenho do programa.

Soja STS no manejo de herbicidas: oportunidades e cuidados

Ponto Oportunidade Cuidado
Seletividade Amplia possibilidades envolvendo determinadas sulfonilureias Nem toda mistura se torna seletiva
Pré-emergência Permite novos programas em materiais tolerantes Produto, dose e registro continuam determinantes
Daninhas difíceis Adiciona ferramenta ao manejo Populações resistentes a ALS podem não responder
Glifosato Ajuda a reduzir dependência exclusiva Não criar nova dependência de ALS
Soja voluntária Tolerância pode dificultar controle na sucessão
Resistência Mais diversidade pode ajudar Repetição de ALS aumenta pressão de seleção

Os 15% encontrados pela Embrapa não significam uma nova receita de manejo

O resultado mostra que existe uma característica agronomicamente relevante presente em parcela considerável das cultivares analisadas.

Conhecer essa informação pode evitar dois erros opostos.

Erro 1

🧰 Deixar ferramenta disponível de fora

O agrônomo pode não aproveitar uma possibilidade que a cultivar oferece.

Erro 2

🌱 Tentar controlar soja STS com a ferramenta errada

A cultura seguinte pode enfrentar plantas voluntárias tolerantes ao herbicida planejado.

A tecnologia STS é uma ferramenta — não um programa completo

Nenhuma tecnologia de tolerância resolve sozinha o manejo de plantas daninhas.

STS acrescenta possibilidades.

Mas um sistema durável continua dependendo de diversidade.

🔄 Diversidade precisa existir em vários níveis

Culturas + mecanismos de ação + pré e pós-emergência + cobertura + controle de escapes + redução do banco de sementes.

Essa lógica também aparece na análise do Conecta Agro Brasil sobre rotação de culturas com critério técnico e construção de um sistema mais diverso, e não apenas de um calendário de plantio.

A pergunta deixou de ser apenas “essa soja é tolerante ao glifosato?”

O sistema de produção ficou mais complexo.

Cultivares podem reunir diferentes tecnologias.

Ao mesmo tempo, populações de plantas daninhas podem acumular resistência a diferentes mecanismos.

Por isso, o planejamento precisa ser mais detalhado.

📋 Antes da semeadura, o agrônomo precisa saber

qual cultivar será utilizada;

quais tolerâncias ela possui;

quais mecanismos foram usados nos últimos anos;

quais espécies dominam o talhão;

quais resistências já existem;

e qual será a cultura seguinte.

Soja STS pode aumentar a flexibilidade — desde que não aumente a repetição

Existe uma aparente contradição.

A tecnologia pode aumentar o número de opções disponíveis.

Mas, se uma ferramenta eficiente passar a ser utilizada repetidamente, a pressão de seleção também aumenta.

🎯 STS não elimina as regras do manejo de resistência

Na verdade, quanto mais ferramentas existem, maior é a oportunidade de utilizá-las de maneira racional e diversificada.

Soja STS no manejo de herbicidas: a tecnologia deve servir ao sistema, e não o contrário

A descoberta de alterações associadas à STS em 62 das 423 cultivares avaliadas mostra que essa característica está presente em parcela relevante dos materiais analisados.

Mas o valor agronômico da tecnologia não deveria ser medido simplesmente pela possibilidade de aplicar outro herbicida.

Ela deveria ser utilizada para melhorar o planejamento do manejo.

🧬 Conhecer a cultivar

Saber exatamente quais características genéticas fazem parte do material.

🌿 Conhecer a daninha

Identificar espécies, histórico e mecanismos de resistência presentes.

🔄 Conhecer o sistema

Considerar a cultura atual e também aquilo que será plantado depois.

🌱 Conhecer aquilo que a soja tolera é importante

Mas conhecer aquilo que a planta daninha ainda não tolera pode ser ainda mais importante para preservar o manejo por várias safras.

Fontes da publicação

A apuração utiliza fontes oficiais e técnicas da Embrapa sobre soja STS, genes Als1 e Als2, sulfonilureias, seletividade, resistência de plantas daninhas e manejo da soja voluntária.

Fonte Referência Informação utilizada Consulta
EMBRAPA SOJA Análise genética de cultivares STS 423 cultivares avaliadas, 62 com alterações associadas à tecnologia e genes Als1/Als2 Ver publicação
EMBRAPA Chlorimuron em pré-emergência Comparação de tolerância entre cultivares de soja com e sem tecnologia STS Ver estudo técnico
EMBRAPA Plantas daninhas Conceitos de resistência, pressão de seleção e importância da diversificação dos mecanismos Ver conteúdo técnico
EMBRAPA Soja voluntária e tolerância Implicações das tecnologias de tolerância sobre o controle da soja em culturas subsequentes Consultar publicações

⚠️ Herbicidas exigem recomendação técnica e respeito ao registro

A presença da tecnologia STS não autoriza automaticamente o uso de qualquer sulfonilureia ou mistura.

Produto, cultura, dose, modalidade, época de aplicação e demais condições devem seguir a bula, o registro oficial e a recomendação de profissional habilitado.

Conecta Agro Brasil

No Conecta Agro Brasil, você acompanha soja, herbicidas e resistência de plantas daninhas com foco em decisões técnicas que preservem produtividade e eficiência por várias safras.

🧬 STS amplia opções

A tolerância a determinadas sulfonilureias pode aumentar a flexibilidade do programa quando utilizada dentro de um manejo diversificado.

🌿 Resistência continua sendo o limite

A tecnologia da soja não corrige uma população daninha que já deixou de responder ao mecanismo de ação utilizado.

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