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Produção de ovos no Brasil em 2026: 28 anos de recordes seguidos — como isso foi possível?
Super El Niño 2026/27 na soja: impacto em cada fase da cultura no Sul do Brasil

Super El Niño 2026/27 na soja: impacto em cada fase da cultura no Sul do Brasil

Super El Niño 2026/27 na soja: impacto em cada fase da cultura no Sul do Brasil Super El Niño 2026/27 na soja: impacto em cada fase da cultura no Sul do Brasil

Índice:

O mesmo Super El Niño pode ajudar a soja em uma fase e prejudicar a cultura em outra

O impacto do Super El Niño nas diferentes fases de desenvolvimento da soja pode mudar completamente ao longo de uma mesma safra.

Uma sequência de chuvas capaz de proteger a lavoura contra a seca durante o enchimento dos grãos pode provocar problemas completamente diferentes se ocorrer durante a emergência ou próximo da colheita.

Para a Região Sul do Brasil, essa diferença ganha importância especial na safra 2026/27.

O El Niño está se fortalecendo e existe elevada probabilidade de o fenômeno alcançar intensidade muito forte durante os próximos meses.

É daí que vem a expressão:

“Super El Niño”.

O termo é informal. Tecnicamente, os boletins climáticos trabalham com a classificação de um El Niño muito forte.

Para o produtor, porém, existe uma pergunta mais importante que o nome do fenômeno:

em qual fase da soja a chuva excessiva vai acontecer?

🌧️ A mesma chuva pode ajudar em R5 e atrapalhar muito em R8

Durante o enchimento dos grãos, boa disponibilidade hídrica pode preservar o potencial produtivo.

Na maturação, porém, chuva persistente aumenta o risco de deterioração dos grãos, atraso operacional e perda de qualidade.

🌱
Leitura rápida

O risco muda conforme a soja avança no ciclo

Safra 2026/27

El Niño não significa automaticamente quebra de safra no Sul.

O problema começa quando a chuva deixa de corrigir deficiência hídrica e passa a provocar saturação do solo, baixa luminosidade, doenças e redução das janelas para operações agrícolas.

🌱
VE até Vn Encharcamento pode limitar emergência, raízes, nodulação e estabelecimento da lavoura.
🌸
R1 até R6 Água é fundamental, mas chuva persistente aumenta nebulosidade e pressão de doenças.
🚜
R7, R8 e colheita A chuva perde benefício e aumenta deterioração, umidade dos grãos e atraso da colheita.
🌡️
El Niño 2026/27 Pode alcançar intensidade muito forte
🌧️
Região Sul Atenção ao excesso de chuva
🦠
Umidade elevada Pode ampliar a pressão fitossanitária
💧
Possível benefício Menor exposição ao déficit hídrico

Antes de analisar o clima, é preciso entender as fases técnicas da soja

A soja é dividida tecnicamente em fases vegetativas e reprodutivas.

Durante o desenvolvimento vegetativo, utiliza-se a letra V.

Quando começa a fase reprodutiva, utiliza-se a letra R.

Essa classificação ajuda o agrônomo a identificar exatamente em qual momento do desenvolvimento a lavoura está quando ocorre determinado evento climático.

VE

Emergência

Os cotilédones aparecem acima da superfície. É uma fase extremamente dependente de bom estabelecimento e aeração do solo.

VC

Fase cotiledonar

Os cotilédones estão completamente abertos e a plântula inicia o crescimento vegetativo.

V1–Vn

Desenvolvimento vegetativo

A classificação avança conforme aparecem novos nós com folhas completamente desenvolvidas na haste principal.

🔬 Depois começa a escala R1 a R8

R1–R2: florescimento.

R3–R4: desenvolvimento das vagens.

R5–R6: desenvolvimento e enchimento dos grãos.

R7–R8: maturação.

VE — emergência: excesso de chuva pode prejudicar a soja antes mesmo da primeira folha

Na fase VE, os cotilédones aparecem acima da superfície.

Antes disso, a semente precisa absorver água, germinar, emitir a radícula e atravessar a camada de solo sobre ela.

Água é indispensável.

Mas solo saturado pode produzir o efeito oposto ao desejado.

💧 A semente precisa de água — mas também precisa de oxigênio

Quando os poros permanecem preenchidos com água durante muito tempo, diminui a disponibilidade de oxigênio no ambiente em que semente e raízes estão se desenvolvendo.

🌱 Emergência irregular

Plântulas podem aparecer em momentos diferentes e criar um estande desuniforme.

⬜ Falhas

Sementes e plântulas podem não completar adequadamente o estabelecimento.

🦠 Doenças radiculares

Ambientes saturados podem favorecer determinados patógenos de solo.

VC até Vn — raízes e nodulação passam a determinar quanto a soja suporta o excesso de água

Depois da emergência, a lavoura avança pelas fases vegetativas.

V1, V2, V3 e as fases seguintes são definidas conforme novos nós apresentam folhas completamente desenvolvidas.

Nesse período, a cultura precisa construir:

folhas + raízes + nodulação + arquitetura de planta.

🌿 Água abundante pode estimular crescimento — mas raiz sem oxigênio não sustenta alta produtividade

Encharcamento prolongado pode limitar respiração radicular, exploração do perfil e funcionamento dos nódulos responsáveis pela fixação biológica de nitrogênio.

Na fase vegetativa, o excesso também pode deixar o dossel fechado demais

Quando existe muita água e temperatura favorável, determinadas cultivares podem desenvolver grande quantidade de biomassa.

Isso não significa necessariamente problema.

Mas um dossel muito fechado, combinado com elevada umidade e baixa circulação de ar, altera o microclima dentro da lavoura.

🌿 Mais área foliar

Pode aumentar a fotossíntese quando existe radiação suficiente.

💧 Mais umidade interna

O interior do dossel pode permanecer molhado durante períodos maiores.

🦠 Maior atenção sanitária

O ambiente pode se tornar mais favorável ao desenvolvimento de doenças.

R1 a R6: é aqui que o impacto do Super El Niño nas diferentes fases de desenvolvimento da soja fica ainda mais evidente

A fase reprodutiva concentra alguns dos momentos mais importantes para a definição da produtividade.

É também quando dizer simplesmente que “mais chuva é bom” se torna perigoso.

A quantidade de água importa.

Mas também importam:

radiação solar, duração do molhamento foliar, aeração do solo, sanidade e capacidade de realizar aplicações no momento correto.

R1

🌸 Início do florescimento

Fase técnica: presença de pelo menos uma flor aberta em qualquer nó da haste principal.

Risco no El Niño: chuva frequente mantém água no solo, mas períodos muito nublados reduzem radiação e aumentam a umidade do dossel.

R2

🌸 Florescimento pleno

Fase técnica: flor aberta em um dos dois nós superiores da haste principal com folha completamente desenvolvida.

Risco no El Niño: nebulosidade prolongada, chuva persistente e menor radiação podem favorecer maior abortamento de estruturas reprodutivas.

R3

🌱 Início da formação das vagens

Fase técnica: pequena vagem com aproximadamente 5 mm em um dos quatro nós superiores da haste principal.

Risco no El Niño: aumenta a importância do manejo sanitário quando o dossel permanece úmido durante períodos prolongados.

R4

🫛 Vagem desenvolvida

Fase técnica: vagem com aproximadamente 2 cm em um dos quatro nós superiores da haste principal.

Risco no El Niño: doenças, baixa radiação e dificuldade para realizar aplicações podem começar a pesar mais.

R5

🫘 Início do enchimento dos grãos

Fase técnica: grão com aproximadamente 3 mm dentro da vagem em um dos quatro nós superiores.

Risco no El Niño: boa disponibilidade hídrica é muito importante, mas chuva excessiva com baixa luminosidade pode limitar fotossíntese e aumentar doenças.

R6

🫘 Grão cheio

Fase técnica: grãos verdes preenchendo completamente a cavidade da vagem em um dos quatro nós superiores.

Risco no El Niño: água continua importante, porém céu persistentemente fechado pode limitar a geração de fotoassimilados necessários ao enchimento.

R1 — início do florescimento: começa oficialmente a fase reprodutiva

Em R1 aparece pelo menos uma flor aberta na haste principal.

A partir desse momento, a planta começa a carregar estruturas diretamente relacionadas à futura produção.

Ter água disponível é positivo.

O problema aparece quando o período muito chuvoso também traz baixa radiação.

☁️ Pouca radiação

Menos luz significa menor disponibilidade de energia para fotossíntese.

💧 Molhamento prolongado

As folhas podem permanecer úmidas durante muito mais tempo.

🦠 Ambiente para doenças

Umidade elevada modifica o microclima dentro do dossel.

R2 — florescimento pleno: água boa e pouca luz podem acontecer ao mesmo tempo

Em R2, o florescimento está plenamente estabelecido.

É uma fase em que o potencial reprodutivo da lavoura está sendo construído.

🌸 O problema não é simplesmente haver muita água disponível

O risco aparece quando ela vem acompanhada de dias sucessivos de céu fechado, solo saturado e redução da fotossíntese.

Condições prolongadas de chuva e baixa luminosidade em torno da floração podem favorecer maior abortamento de flores e estruturas reprodutivas.

R3 — início das vagens: a cultura precisa manter estruturas e folhas funcionando

Em R3 já existem pequenas vagens na planta.

A demanda por água continua elevada e evitar seca segue sendo extremamente importante.

Mas em um ano de Super El Niño, o risco pode mudar de direção.

🫛 Chuva bem distribuída ajuda. Chuva persistente muda o cenário.

Um ambiente permanentemente úmido aumenta a importância de manter a área foliar saudável e acompanhar a evolução das doenças.

R4 — vagens desenvolvidas: a sanidade das folhas passa a valer ainda mais

Em R4, as vagens já estão bem desenvolvidas e a cultura caminha para a formação dos grãos.

Preservar área foliar saudável torna-se fundamental.

É justamente quando o ambiente úmido pode elevar a atenção para diversas doenças.

🦠 Ferrugem asiática

Uma das doenças mais severas da cultura e que exige monitoramento constante.

🎯 Mancha-alvo

Dossel fechado e ambiente favorável podem aumentar a pressão em áreas com histórico.

⚪ Mofo-branco

Condições ambientais favoráveis e histórico da área precisam entrar na avaliação.

O Conecta Agro Brasil possui uma análise específica sobre a ferrugem asiática na soja e os fatores que aumentam o risco da doença.

O El Niño pode aumentar a pressão das doenças e diminuir a oportunidade para combatê-las

Esse pode ser um dos maiores desafios operacionais de uma safra extremamente úmida.

Enquanto os patógenos encontram condições favoráveis, o produtor pode perder dias aptos para realizar aplicações.

Condição O que acontece? Consequência
Umidade elevada Folhas permanecem molhadas durante mais tempo MAIOR PRESSÃO SANITÁRIA
Chuva frequente Diminuem os intervalos entre precipitações MENOS JANELAS
Solo saturado Tráfego das máquinas fica mais difícil ATRASO OPERACIONAL
Céu fechado Diminui a radiação disponível para a cultura MENOR FOTOSSÍNTESE

R5 — início do enchimento: talvez seja a fase em que o El Niño mostre melhor seus dois lados

Em R5, os grãos começam efetivamente a se desenvolver dentro das vagens.

É uma fase de enorme importância para a produtividade.

E água disponível é essencial.

💧 R5 sem seca pode ser excelente

O problema começa quando “sem seca” se transforma em solo saturado + dias nublados + pressão elevada de doenças.

A planta precisa manter a fotossíntese ativa para produzir e transportar carboidratos aos grãos.

Por isso, não basta água.

Também são necessários radiação e folhas saudáveis.

R6 — grão cheio: água em excesso não compensa baixa luminosidade e folha doente

Em R6, os grãos verdes já preenchem completamente a cavidade das vagens utilizadas como referência.

Nessa fase, preservar o funcionamento do dossel continua essencial.

☀️ Água não substitui radiação

A lavoura pode apresentar excelente disponibilidade hídrica e ainda perder potencial se permanecer por períodos prolongados sob baixa luminosidade e alta pressão fitossanitária.

R7 e R8 — a partir da maturação, a relação da soja com a chuva muda

Quando a cultura entra na fase final do ciclo, novas precipitações passam a oferecer cada vez menos benefício produtivo.

O risco começa a caminhar na direção oposta.

R7

🍂 Início da maturação

Fase técnica: pelo menos uma vagem normal na haste principal apresenta coloração de madura.

Risco no El Niño: chuva frequente passa a aumentar os ciclos de molhamento e secagem dos grãos e sementes.

R8

🫘 Maturação plena

Fase técnica: aproximadamente 95% das vagens apresentam coloração de madura.

Risco no El Niño: chuva oferece pouco benefício e aumenta deterioração, umidade e dificuldade de atingir condição de colheita.

🚜

Colheita

Objetivo: retirar os grãos no momento adequado e preservar a qualidade.

Risco no El Niño: poucos dias secos, solo sem sustentação, grãos úmidos e atraso das máquinas.

R7 — início da maturação: a chuva começa a deixar de ser aliada

Em R7 aparece a primeira vagem madura utilizada como referência técnica.

A partir daí, a cultura entra efetivamente no processo de maturação.

🍂 O foco deixa de ser formar produtividade e passa a ser preservar aquilo que já foi produzido

Precipitações repetidas aumentam ciclos de umedecimento e secagem e podem prejudicar especialmente a qualidade quando a lavoura é destinada à produção de sementes.

R8 — maturação plena: é quando o produtor menos quer uma sequência de dias chuvosos

Em R8, aproximadamente 95% das vagens já apresentam coloração de madura.

A lavoura está praticamente pronta para a colheita.

💧 Grãos mais úmidos

A lavoura demora mais para atingir condição adequada de colheita.

🫘 Perda de qualidade

Ciclos repetidos de chuva e secagem podem acelerar deterioração.

🚜 Máquina parada

Mesmo com a soja pronta, o produtor pode não conseguir entrar na área.

O impacto do Super El Niño em cada fase da soja

Fase O que acontece na soja? Principal risco com excesso de chuva
VE Emergência ENCHARCAMENTO
VC–Vn Formação de folhas, raízes e estrutura RAÍZES + DOENÇAS
R1 Início do florescimento UMIDADE + NUBLADO
R2 Florescimento pleno ABORTAMENTO
R3 Início das vagens PRESSÃO SANITÁRIA
R4 Vagens desenvolvidas DOENÇAS + APLICAÇÕES
R5 Início do enchimento BAIXA RADIAÇÃO
R6 Grão cheio SANIDADE + LUZ
R7 Início da maturação DETERIORAÇÃO
R8 Maturação plena ATRASO DA COLHEITA

Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná não terão exatamente o mesmo El Niño

Falar em Região Sul não significa que todo o território receberá a mesma quantidade de chuva nos mesmos momentos.

Também haverá diferenças dentro de cada estado.

📍 Rio Grande do Sul

A redução do risco de seca pode ser importante, mas chuva persistente aumenta problemas de solo, sanidade e colheita.

📍 Santa Catarina

Relevo, drenagem, altitude e distribuição regional das chuvas podem produzir respostas bastante diferentes.

📍 Paraná

A sucessão soja-milho torna o calendário especialmente sensível a atrasos na semeadura e na colheita.

No Rio Grande do Sul, o El Niño também pode ser aliado da produtividade

Historicamente, uma das maiores ameaças à soja gaúcha é a deficiência hídrica.

Por isso, um El Niño com precipitações bem distribuídas pode criar excelente condição produtiva.

💧 A soja normalmente prefere chuva bem distribuída a uma seca severa

A fronteira entre benefício e prejuízo aparece quando a precipitação começa a superar a capacidade de drenagem e manejo do sistema.

Escalonar a semeadura também distribui o risco entre R1, R2, R5 e R8

Esse ponto ganha ainda mais importância quando a soja é analisada fase por fase.

Imagine uma propriedade implantando praticamente toda a área em poucos dias.

Grande parte da lavoura chegará praticamente junta a:

R1 e R2;

R5 e R6;

R7 e R8.

Se um episódio extremo coincidir exatamente com uma dessas fases, grande parte da fazenda ficará exposta ao mesmo risco.

📅 Escalonamento também funciona como diversificação climática

Dentro das recomendações técnicas, distribuir datas e ciclos pode evitar que toda a propriedade atravesse uma fase crítica ao mesmo tempo.

O manejo precisa acompanhar a fase da soja, e não apenas a previsão de chuva

01

Identifique a fase

Saiba se a lavoura está em Vn, R2, R4, R5 ou R7 antes de interpretar o risco climático.

02

Avalie o perfil

Observe drenagem, saturação, estrutura e capacidade de tráfego do solo.

03

Monitore a sanidade

Umidade elevada muda rapidamente o ambiente dentro do dossel.

04

Acompanhe as janelas

Observe períodos sem chuva suficientes para realizar as operações necessárias.

O Conecta Agro Brasil já acompanha a evolução do El Niño durante 2026

No início do ano, boa parte da discussão estava concentrada na possibilidade de formação e na intensidade que o fenômeno poderia alcançar.

Agora o cenário está mais avançado.

O Conecta Agro Brasil já publicou uma análise sobre o que muda para a safra 2026/27 se o El Niño ficar muito forte durante a primavera.

Também mostramos quais culturas podem sofrer mais com o El Niño 2026/27 no Brasil.

Qual fase da soja merece maior atenção durante um Super El Niño?

Não existe uma única resposta.

O tipo de risco muda conforme o desenvolvimento da planta.

VE
Emergência Oxigênio e estabelecimento
R2
Florescimento Radiação e estruturas reprodutivas
R5
Enchimento Água favorável, sanidade decisiva
R8
Maturação Chuva passa a ser grande risco

A mesma chuva pode ter efeitos completamente opostos em R5 e R8

R5

💧 Água pode preservar o enchimento

Boa disponibilidade hídrica reduz o risco de estresse justamente quando os grãos começam a ganhar volume.

R8

🌧️ A mesma água passa a atrapalhar

Com a lavoura madura, novas chuvas aumentam umidade, deterioração e dificuldade para colher.

Num Super El Niño, a pergunta do produtor muda durante a própria safra

Na implantação:

“quando o solo vai secar o suficiente para plantar?”

Em R2:

“quanto tempo ainda teremos de céu fechado?”

Em R4:

“quando haverá janela para realizar o manejo sanitário?”

Em R5:

“a lavoura está recebendo água sem perder radiação?”

Em R8:

“quando vai parar de chover para colher?”

🌦️ O risco climático muda junto com a planta

Uma previsão de chuva isolada diz muito pouco se não estiver relacionada à fase em que a soja estará quando aquela chuva acontecer.

O impacto do Super El Niño nas diferentes fases de desenvolvimento da soja exige equilíbrio

A água é essencial.

Mas produtividade máxima não depende de maximizar um único fator.

🎯 A soja precisa de vários fatores funcionando juntos

Água + oxigênio no solo + radiação + raízes + sanidade + manejo no momento correto.

Quando a chuva começa a retirar oxigênio do solo, reduzir a radiação, aumentar a pressão de doenças ou impedir operações, ela deixa de ser apenas uma aliada.

Por isso, acompanhar somente o acumulado de precipitação não será suficiente na safra 2026/27.

Será necessário acompanhar:

chuva + fase da soja.

O impacto do Super El Niño nas diferentes fases de desenvolvimento da soja poderá mudar várias vezes dentro da mesma propriedade ao longo da temporada.

🌱 A pergunta não é apenas “quanto vai chover?”

É:

“em qual fase da soja essa chuva vai cair: VE, R1, R2, R3, R4, R5, R6, R7 ou R8?”

Fontes da publicação

A apuração utiliza exclusivamente referências oficiais e técnicas sobre El Niño, precipitação no Sul do Brasil, fases de desenvolvimento da soja e respostas da cultura às condições ambientais.

Fonte Referência Informação utilizada Consulta
NOAA ENSO Diagnostic Discussion Fortalecimento do El Niño e probabilidade de evento muito forte em 2026/27 Ver boletim oficial
EMBRAPA SOJA Fases vegetativas Definições técnicas de VE, VC e fases V1 a Vn Ver conteúdo técnico
EMBRAPA SOJA Fases reprodutivas Definições técnicas de R1, R2, R3, R4, R5, R6, R7 e R8 Ver escala técnica
EMBRAPA Safra 2026/27 Riscos de excesso hídrico, doenças, erosão e estratégias de manejo sob El Niño Ver análise técnica

🌦️ Previsão climática e fase da soja precisam ser interpretadas juntas

Previsões sazonais indicam tendências e probabilidades. Elas não determinam exatamente quanto choverá em cada propriedade nem em qual dia ocorrerão os eventos mais intensos.

A avaliação precisa combinar previsão, condição do solo, fase da cultura, histórico da área e monitoramento da lavoura.

Conecta Agro Brasil

No Conecta Agro Brasil, você acompanha clima, soja e safra 2026/27 com foco em entender como cada mudança meteorológica pode afetar a lavoura em cada fase do ciclo.

🌱 De VE a R6, água pode ser aliada

O benefício depende de drenagem, luminosidade, raízes funcionais e capacidade de manter a sanidade.

🌧️ Em R7 e R8, o risco muda

Quando a soja entra em maturação, chuva excessiva deixa de ajudar e passa a ameaçar qualidade e colheita.

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