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As frutas mais exportadas pelo Brasil em 2025

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As frutas mais exportadas pelo Brasil em 2025

Índice:

O Brasil já é o 3º maior produtor de frutas do mundo, mas ainda está “correndo atrás” quando o assunto é exportação. Mesmo assim, os números mais recentes mostram que 2024 foi ano de recorde e 2025 consolidou ainda mais esse movimento, com avanço forte no volume embarcado e na receita em dólar.

Com base em dados de entidades do setor e do governo, o país embarcou mais de 1 milhão de toneladas de frutas em 2024, com receita próxima de US$ 1,3–1,4 bilhão, e manteve o ritmo de crescimento ao longo de 2025, com alta expressiva no volume exportado em relação ao ano anterior.

Dentro desse cenário, algumas frutas puxam a fila e podem ser chamadas, de fato, de “as frutas mais exportadas pelo Brasil em 2025”, considerando o desempenho recente e a relevância na pauta exportadora.


O ranking das frutas mais exportadas pelo Brasil

Tomando como base os dados consolidados de 2024 e o desempenho de 2025, as frutas que lideram as exportações brasileiras são:

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  • Manga
  • Limão e limas
  • Melão
  • Uva
  • Melancia
  • Mamão
  • Banana

Além delas, cresce também o peso das preparações e conservas de frutas, categoria que ajuda a diversificar a pauta exportadora e agregar valor.

A seguir, você confere o papel de cada fruta, seus principais mercados compradores e por que elas se tornaram protagonistas nas exportações brasileiras em 2025.


1. Manga: a campeã absoluta das exportações

A manga é, há alguns anos, a fruta que mais se destaca em valor de exportação, com receitas anuais que superam a casa dos centenas de milhões de dólares. Em 2025, ela se consolidou como uma das principais vitrines da fruticultura brasileira no exterior.

Por que a manga domina?

  • Produção concentrada e tecnificada: o polo do Vale do São Francisco (PE/BA) responde pela maior parte das mangas destinadas à exportação, com irrigação, manejo avançado e alta produtividade.
  • Oferta quase o ano todo: o clima semiárido irrigado permite duas safras em muitos pomares, garantindo janela de oferta prolongada em relação a concorrentes de outros países.
  • Qualidade e padrão de embalagem: as mangas brasileiras chegam com padrão visual e de sabor que atende redes de supermercados da União Europeia, Reino Unido, Estados Unidos e outros mercados.

Balanço de 2025 e o que vem pela frente

Ao longo de 2025, a manga se manteve entre as frutas mais exportadas pelo Brasil em volume e em valor, mesmo com alguns episódios de clima irregular em importantes polos produtores. Em vários balanços do ano, ela aparece ao lado de melão, uva e melancia como um dos principais motores de crescimento das exportações de frutas.

Na prática, 2025 consolidou a manga como carro-chefe da fruticultura de exportação, reforçando a importância de investimentos em pós-colheita, certificações, rastreabilidade e sustentabilidade para manter a competitividade nos mercados mais exigentes.

O próximo passo, olhando para 2026, é avançar ainda mais em diversificação de mercados, diferenciação por qualidade e nichos de maior valor agregado, sem perder a regularidade de oferta que fez da manga uma das grandes vitrines do agro brasileiro lá fora.


2. Limão e limas: cítricos em alta no mercado global

Os limões e limas ocupam posição de destaque no ranking das frutas mais exportadas. A receita vem crescendo com força, impulsionada pelo consumo em bebidas, gastronomia e indústria.

O que explica esse crescimento?

  • Demanda forte por bebidas e gastronomia: limões e limas são insumos indispensáveis em drinks, culinária e indústria de alimentos.
  • Perfil saudável e versátil: a busca por alimentos ricos em vitamina C e ingredientes naturais impulsiona o consumo em sucos, shots de imunidade e produtos funcionais.
  • Diversificação de mercados: além da União Europeia, o Brasil aumenta presença na América do Norte e em países do Oriente Médio.

Em 2025, os cítricos seguem entre as frutas mais embarcadas em volume, dividindo protagonismo com melão e manga em vários relatórios do ano.


3. Melão: liderança em volume em 2025

O melão é um dos destaques quando olhamos o volume exportado. Em diversos períodos de 2025, ele aparece entre os líderes em toneladas embarcadas, principalmente pelos resultados do Nordeste.

Melão brasileiro: estrela do Nordeste

  • Polo de produção: a produção exportadora é concentrada no Rio Grande do Norte e no Ceará, com grandes grupos especializados em atender a Europa.
  • Janela de contra-safra: o Brasil fornece melão justamente quando a produção europeia está em baixa, aproveitando preços e demanda melhores.
  • Mini-melões e tipos diferenciados: cresce o interesse por frutas menores e mais convenientes, o que puxa novas variedades e embalagens.

Com isso, o melão se consolida como uma das frutas mais exportadas pelo Brasil em 2025, principalmente em termos de volume.


4. Uva: nicho qualificado e de alto valor agregado

A uva de mesa brasileira, em especial a uva sem semente, também figura entre as principais frutas exportadas em valor. A maior parte vem do semiárido irrigado e tem como destino a União Europeia e o Reino Unido.

Por que a uva brasileira se destaca?

  • Qualidade visual e sabor: doçura e aparência são diferenciais importantes nas gôndolas dos supermercados estrangeiros.
  • Calendário competitivo: a produção quase o ano todo permite ocupar janelas de mercado interessantes.
  • Diversificação de variedades: expande-se o uso de cultivares sem semente, de casca fina e maior durabilidade.

Em 2025, mesmo com oscilações climáticas, a uva permanece entre as frutas que sustentam a alta das exportações brasileiras.


5. Melancia: avanço consistente e presença crescente

A melancia vem ganhando espaço na pauta de exportação e aparece com frequência entre as frutas de maior crescimento em volume.

Fatores que impulsionam a melancia

  • Complemento natural do melão: muitos exportadores trabalham com melão e melancia na mesma estrutura de campo e de pós-colheita, otimizando custos.
  • Boa aceitação na Europa: a melancia brasileira atende à demanda por frutas refrescantes em períodos de calor.
  • Mini-melancias em alta: o consumidor busca frutas menores, mais fáceis de armazenar e consumir em família.

Assim, a melancia aparece de forma consistente entre as frutas mais exportadas pelo Brasil em 2025, ampliando o peso da fruticultura nordestina na pauta externa.


6. Mamão: regularidade e fidelidade de mercado

O mamão talvez não seja o líder em valor, mas tem papel importante pela regularidade de oferta e pela fidelidade de mercados como União Europeia e América do Norte.

Pontos fortes do mamão brasileiro

  • Colheita o ano inteiro: a produção contínua permite abastecer o mercado externo de forma regular.
  • Sabor marcante: o mamão papaya brasileiro é reconhecido pelo aroma e pela doçura.
  • Produtores especializados: estados como Bahia e Espírito Santo contam com áreas tecnificadas voltadas à exportação.

Em 2025, o mamão continua reforçando seu espaço como fruta complementar importante nas exportações.


7. Banana: gigante na produção, desafiada na exportação

A banana é uma das frutas mais produzidas e consumidas no Brasil, mas ainda não expressa todo o seu potencial na exportação, principalmente por causa da forte concorrência internacional.

Desafios da banana brasileira

  • Concorrência acirrada: países como Equador e Filipinas dominam o mercado de banana com cadeias extremamente eficientes.
  • Requisitos sanitários rigorosos: pragas como a Fusariose (TR4) exigem monitoramento constante e investimentos em manejo.
  • Escala e contratos de longo prazo: o mercado externo de banana exige regularidade de grandes volumes, o que nem sempre é simples.

Mesmo assim, a banana aparece entre as frutas brasileiras com presença crescente em mercados regionais e nichos específicos, com perspectivas de expansão nos próximos anos.


Preparações e conservas de frutas: um segmento que surpreende

Além das frutas in natura, o segmento de preparações e conservas de frutas vem crescendo com força. Polpas, compotas, preparados para indústria de alimentos e outras formas processadas têm ajudado a:

  • Agregar valor à produção: reduzindo perdas pós-colheita e aproveitando frutas fora do padrão de mesa.
  • Diversificar a pauta: ampliando o leque de produtos com “DNA brasileiro” no exterior.
  • Fortalecer a indústria: conectando o campo com o processamento e com o varejo global.

Esse segmento reforça que o Brasil não exporta apenas frutas frescas, mas também produtos industrializados com valor agregado.


Para onde vão as frutas brasileiras?

Os principais destinos das frutas mais exportadas pelo Brasil incluem:

  • União Europeia: com destaque para Países Baixos, Espanha e outros países que funcionam como hub de distribuição.
  • Reino Unido: comprador importante de manga, melão, limão e uva.
  • Estados Unidos: mercado relevante para manga, limão e mamão.
  • Oriente Médio e Ásia: destinos em crescimento, com destaque para países que vêm abrindo portas para melão, uva e outras frutas brasileiras.

Essa diversificação geográfica ajuda a reduzir riscos e aumenta o poder de negociação de produtores e exportadores.


O que torna essas frutas competitivas lá fora?

Alguns fatores explicam por que manga, melão, limão, uva, melancia, mamão e banana estão entre as principais frutas mais exportadas pelo Brasil em 2025:

  • Clima favorável e janelas de contra-safra: o Brasil produz quando muitos concorrentes estão fora de safra, aproveitando preços melhores.
  • Tecnologia de irrigação e manejo: irrigação por gotejamento, fertirrigação e agricultura de precisão aumentam produtividade e qualidade.
  • Logística consolidada para frutas frescas: portos, packing houses, cadeia de frio e operadores especializados permitem chegar rápido aos mercados consumidores.
  • Reputação de qualidade: as frutas brasileiras ganham destaque por sabor, cor e doçura, fortalecendo a marca “Brasil” nas gôndolas.

Desafios para manter o Brasil em destaque

Apesar da boa fase, o setor de fruticultura exportadora enfrenta desafios importantes:

  • Acordos comerciais limitados: em comparação com outras cadeias do agronegócio, ainda há espaço para melhorar o acesso a mercados.
  • Exigências de sustentabilidade: rastreabilidade, redução de carbono, uso responsável da água e boas práticas ambientais são cada vez mais cobradas.
  • Oscilações logísticas: custos de frete e gargalos em portos podem impactar a competitividade.
  • Clima instável: eventos extremos afetam floradas, produtividade e programações de colheita.

Superar esses pontos é fundamental para que o Brasil suba posições no ranking mundial de exportadores de frutas.


O que o produtor e o profissional do agro podem aprender com esse ranking?

Entender quais são as frutas mais exportadas pelo Brasil em 2025 ajuda produtores, consultores, empresas de insumos e investidores a:

  • Planejar novos plantios: focando em culturas que têm demanda externa consolidada.
  • Avaliar oportunidades regionais: principalmente em áreas com clima, solo e infraestrutura favoráveis à manga, melão, uva e cítricos.
  • Investir em pós-colheita e certificações: diferenciais decisivos para acessar mercados premium.
  • Diversificar a produção: usando frutas em alta, como melancia e mamão, para reduzir riscos.

Conclusão: 2025 reforça o protagonismo da fruticultura brasileira

Os resultados de 2024 e 2025 deixam claro que a fruticultura brasileira vive um ciclo de expansão nas exportações, com destaque para:

  • Manga: consolidada como fruta líder em valor.
  • Limões e limas: impulsionados pela saudabilidade e pela versatilidade.
  • Melão: um dos líderes em volume embarcado.
  • Uva, melancia, mamão e banana: compondo o grupo de frutas tropicais que reforçam o nome do Brasil no mercado internacional.

O país ainda tem amplo espaço para crescer nesse segmento – e quem atua no agro precisa acompanhar de perto esses movimentos para identificar oportunidades de negócios, parcerias e investimentos ligados às frutas que mais representam o Brasil lá fora.


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